
Uma entrevista muito legal do Kobe. Ele fala sobre seu jogo, aperfeiçoamentos, seu treinamento com o Olajuwon, se pensa em parar e outras coisas.
Entrevista:
P: Será que um jogador tem que sempre evoluir seu jogo para continuar tendo um papel relevante? Como funciona esse processo para você?
R: Eu apenas continuo treinando, gostando do que eu faço. Eu acho que eu dei muita sorte porque eu realmente amo o que eu faço. Há jogadores que jogam porque eles são bons, pois eles conseguem produzir, pois eles são adorados pelo seu jogo. Esse é um tipo de motivação diferente. Quando você faz algo que você realmente ama você quer fazer isso o tempo todo.
P: Por que você começou a treinar com Tim Groover, ex-treinador de Michael Jordan?
R: É apenas que eu estava cometendo alguns erros que eu achei que poderia melhorar, algumas áreas do meu jogo que eu considero que são fracas, áreas que não eram muito exploradas no meu programa de treinamento antigo, então eu quis melhorar, quis aperfeiçoar meu jogo.
P: Quais áreas?
R: Todas as áreas. Não vou entrar em detalhes, só quis melhorar no geral.
P: Você acha que ainda consegue melhorar e crescer como jogador?
R: Eu acho. Eu acredito que ainda há muito que eu preciso compreender. Muitas dessas coisas têm relação com vencer como equipe, não tem nada a ver comigo como um indivíduo. Como eu posso liderá-los? Esse é o tipo de evolução. Quando você entra na NBA, você tenta se provar para os outros como um indivíduo, tenta fazer coisas que vão te estabelecer e se afirmar dentro do time e da liga. Porém depois que você fez isso, há um outro nível de jogo a ser alcançado, um nível que é mais complexo do que descobrir como preencher as estatísticas.
P: Você acha que o seu jogo evoluiu desde uns dois ou três anos atrás?
R: Com certeza. Uma grande parte graças ao time que eu estou, pois eles me permitiram explorar essas outras áreas, já que são melhores jogadores. Assim eu posso sentar e pensar “Ok, eu não preciso fazer 40 pontos por jogo para nos manter competitivos”, podendo começar a pensar mais no jogo e pensar nas peças que eu posso usar para fazer com que o oponente pense “Eu tenho que ir lá e tentar vencer dois ou três jogadores deles apenas para tentar manter meu time na partida”. Então eu acredito que o meu time me permitiu chegar num outro nível de entendimento do jogo.
P: Você já pensou por mais quanto tempo você pretende jogar?
R: Não, não pensei. Acho que o motivo pelo qual ainda não parei para pensar nisso é que eu ainda me sinto muito bem. Eu ainda acho que tenho muito gás no tanque. Embora a luz no fim do túnel esteja mais perto agora do que no começo da minha carreira, eu ainda não estou pronto para pensar quantos ainda tenho pela frente.
P: Você já se deu conta da quantidade de pontos que você está fazendo dentro do garrafão nesse começo de temporada?
R: Sim, eu ouvi falar. Eu acho que é apenas um testamento do meu trabalho. Eu posso mudar o meu jogo, ele não precisa ser sempre igual. As partes fortes do meu jogo que eu tenho hoje em dia eram minhas fraquezas no começo da carreira, porém as fortes de quando eu era jovem já começaram a contar como fraqueza. Portanto é necessário mudar o seu jogo e continuar vendo os resultados em quadra.
P: Você quer contar sobre o treinamento que você teve no verão com o Hakeem Olajuwon?
R: Não quero contar os detalhes, vou mantê-los em segredo. Mas eu tive uma ótima sessão de treinamento com ele. Foi apenas uma, tive apenas um dia para isso. Eu acordei cedo, fiz meus pequenos treinamentos pessoais, ai ele passou no hotel para me pegar, fomos até a casa dele e começamos o treinamento sério. Treinamos por quase 5 horas diretas. Depois ele me levou para o aeroporto e eu fui embora.
P: Mas você sempre teve um bom jogo no garrafão não teve?
R: É muito mais do que isso. São os detalhes que ele me deu, algumas dicas, para onde olhar, como os defensores vão reagir. Olhe para os vídeos de Hakeem se movimentando no garrafão, os giros. Uma coisa é olhar o vídeo e outra é realmente entender a jogada, pegar os detalhes nela. Isso foi o que ele dividiu comigo.
P: Você assiste mais vídeos agora ou uma década atrás para se preparar?
R: Eu assistia mais antigamente, pois eu estava aprendendo. Agora eu ainda estou aprendendo, mas eu consigo me lembrar muito bem de cada detalhe do que acontece ao decorrer do jogo. Então eu assisto a um vídeo para me preparar para um time em particular, mas não assisto tantos vídeos como antes.
P: Você levanta mais ou menos peso hoje em dia?
R: Provavelmente um pouco menos. Mas tudo agora é mais específico, eu sei exatamente o que eu estou fazendo. Eu tenho um grande programa de treinos, um programa construído para mim.
Fonte: Off The Dribble